1.1 Mensagem do Presidente

2018 correu de acordo com as nossas melhores expectativas.

Fazer o resumo do que foi o ano anterior é um trabalho simples, quando nos referimos a um período de tempo em que a maioria dos objetivos a que a empresa se propôs foram atingidos.

Este texto pretende-se sucinto e objetivo, de modo a permitir uma leitura rápida e com a informação mais importante sobre o ano agora concluído. Na Assembleia Geral de Acionistas de maio último, encerrámos um ciclo (2015-2017) bastante positivo e apresentámos a estratégia para o triénio seguinte.

O novo Plano assenta em grande parte nos princípios que já estavam em vigor: foco operacional em segurança; qualidade e eficiência; disciplina financeira; retorno financeiro estável aos acionistas; preservação de notação de risco de Grau de Investimento; e aposta permanente na formação e na adoção das melhores práticas de gestão e tecnologias mais adequadas às nossas atividades.

Estes princípios são transversais a todas as nossas equipas. Sabemos que não há organizações perfeitas, mas estamos convictos de que continuamos no caminho certo e de que há uma grande unidade interna na prossecução dos nossos objetivos.

Gosto sempre de referir que estes princípios são dinâmicos e que o tempo nos vai frequentemente confrontando com novos desafios, que por vezes representam dificuldades e noutras apresentam oportunidades. Procuramos sempre estar muito atentos ao que acontece à nossa volta, de forma a não sermos surpreendidos. Vamos procedendo ao longo do ano a uma monitorização sistemática de todos os acontecimentos e métricas e introduzimos as medidas de adaptação ou correção que julgamos necessárias.

Gonçalo Morais Soares CFO e membro da Comissão Executiva Rodrigo Costa Presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva João Faria Conceição CFO e membro da Comissão Executiva
manter o equilíbrio positivo refletindo a solidez financeira. Asseguramos as bases para o futuro.

O nosso Conselho de Administração acompanha e participa nos processos de discussão, avaliação e decisão dos temas mais relevantes. As diversas Comissões do CA cumprem com as responsabilidades que lhes estão atribuídas, contribuindo para um ambiente de trabalho aberto, informado e exigente que em muito tem contribuído para o estabelecimento da visão e missão adotadas pela REN.

2018 correu de acordo com as nossas melhores expectativas. Os nossos resultados foram positivos e – como podem observar – conseguimos crescer e compensar as áreas em que sabíamos que nos iríamos deparar com uma redução de receitas, fruto da diminuição das taxas de renumeração dos nossos ativos.

Dentro dos desafios, creio que devo referir as discussões públicas que continuam sobre se a REN deveria ou não ser renacionalizada; os processos sobre gestores e as empresas que têm ou tiveram papel relevante na energia ao longo das últimas décadas; e as propostas de fusão, compra e venda de empresas do nosso setor. São muitos os episódios com os quais temos lidado com a maior serenidade, mantendo- nos focados no que é importante e cumprindo sempre com os nossos deveres.

A contribuição extraordinária sobre a energia (CESE) a que a REN está obrigada mantém-se como uma das maiores barreiras ao nosso desempenho financeiro. A taxa total efetiva de imposto que sobre nós recai já ultrapassa os 40%. Esta situação leva a que muitos analistas e investidores do setor da energia, apesar de reconhecerem a qualidade de desempenho da REN, considerem que a Empresa é demasiado penalizada pelo sistema fiscal vigente.

A nossa relação com o Estado, na sua vertente regulatória ou de definição e de implementação de políticas energéticas, tem decorrido no respeito integral das regras estabelecidas nos nossos contratos de concessão. O ano abriu com o início de um novo Período Regulatório da Eletricidade (2018-2020). E fechou com a expectativa de vermos os nossos planos de investimentos plurianuais aprovados pela primeira vez pela Secretaria de Estado da Energia.

Passados quase dois anos sobre os anúncios de investimento na Electrogas e Portgás, não posso deixar de referir a forma eficiente como se procedeu à conclusão destes processos. No Chile, a operação continua sem que praticamente se tenha dado pela mudança de acionista. E na Portgás também creio que podemos dizer que tudo se desenrolou de forma muito positiva: apesar da complexidade, conseguimos executar os nossos planos garantindo a inexistência de conflitos sociais ou de prejuízos da qualidade e segurança dos serviços prestados – e sempre no cumprimento dos objetivos traçados.

São muitas as iniciativas em que estamos empenhados e muitos os marcos que atingimos.

Continuamos comprometidos com a defesa dos princípios do Global Compact das Nações Unidas e com a promoção da igualdade de oportunidades, quer ao nível da diversidade de género quer da inclusão.

Muitas das nossas intervenções têm um impacte que vai para além da nossa atividade principal. Destaco, por exemplo, a colaboração com vários parceiros nacionais – bombeiros, autarquias, associações de cariz social – na preservação da floresta e mais especificamente no combate aos incêndios florestais.

O Prémio REN é uma das nossas grandes bandeiras na inovação e reconhecimento das escolas de engenharia nacionais. São já 24 anos premiando alguns dos melhores trabalhos de mestrado em energia feitos em Portugal. Sempre atentos às melhores formas de desenvolver a nossa atividade na frente técnica, o Nester – iniciativa conjunta com o nosso acionista SGCC State Grid of China na área cientifica – continua a desenvolver projetos de investigação em várias frentes e hoje está envolvido em várias iniciativas internacionais de sucesso. No final de 2018, decidimos alargar a nossa colaboração com a SGCC. Esta parceria teve início em 2012 e estende-se a áreas tão diversas como a investigação e o desenvolvimento, o desenvolvimento de negócios, a gestão de energias renováveis, parcerias técnicas e formação.

Foram ainda batidos vários recordes operacionais – máximos de produção e consumo de energias renováveis, máximos de consumo de gás natural, atracagem do 500o barco metaneiro em Sines, referindo apenas alguns dos registos mais importantes.

A competência dos nossos quadros é reconhecida entre as nossas congéneres e a REN mantém-se referenciada como um dos operadores com maior experiência e melhores resultados no esforço de transição energética em curso um pouco por todo o mundo.

Poderia continuar aqui a elencar factos e situações que nos mobilizaram ao longo do último ano, mas isso seria esquecer a promessa inicial de recorrer ao poder de síntese. Finalizo por isso esta minha nota de introdução ao Relatório e Contas de 2018 com um agradecimento a todos os que contribuem para fazer da REN um exemplo de excelência, dos nossos colaboradores aos membros do nosso Conselho de Administração, passando por todos os nossos Acionistas e Parceiros.

 

Obrigado
Rodrigo Costa